Há uma imagem que se repete demasiadas vezes no comércio e na restauração.
Um café abre cheio de entusiasmo. Um bar nasce de uma ideia diferente. Um pequeno restaurante começa com receitas fantásticas, boa vontade, família a ajudar e a convicção de que, se houver clientes, o negócio irá funcionar.
Durante algum tempo, parece funcionar.
Há movimento.
Há vendas.
Há dias em que quase não há mãos a medir.
O proprietário trabalha dez, doze ou catorze horas.
Mas o dinheiro não fica.
Chega a renda. Chegam os salários. Chegam os fornecedores. Chega a eletricidade. Chega o IVA. A máquina avaria. É preciso repor stock. Há desperdício. Há horas de pessoal mal aproveitadas. Há dezenas de pequenas despesas que ninguém contabilizou.
E surge a pergunta que já ouvimos demasiadas vezes:
“Como é possível? Eu vendo, trabalho imenso e no fim não sobra dinheiro.”
É precisamente aqui que começa o problema.
Uma boa ideia de negócio não é um modelo de gestão
Na Clínica do Computador nunca quisemos limitar-nos a vender equipamentos ou software.
Tecnologia é uma ferramenta. Um bom sistema de faturação ajuda. Um POS ajuda. Uma folha de cálculo ajuda. Um programa de stocks ajuda.
Mas nenhum software consegue decidir pelo empresário se aquele produto está a ser vendido ao preço certo.
Nenhum computador consegue avisar que existem demasiadas pessoas num horário em que quase não há clientes, se ninguém analisar os números.
Nenhum programa transforma uma má compra numa boa compra.
E nenhum botão chamado “Lucro” aparece no ecrã no final do mês.
Por isso decidimos ir mais longe.
Criámos o curso Do Balcão ao Lucro.
A ideia que está por detrás dele é muito simples:
A ideia de negócio é o ponto de partida.
O método é o norte.
O lucro é o destino.
Porque é que negócios que vendem acabam por fechar?
Nem sempre fecham porque não têm clientes.
Nem sempre fecham porque o produto é mau.
Nem sequer fecham necessariamente porque o proprietário trabalha pouco.
Muitos fecham precisamente depois de meses ou anos de trabalho intenso.
O que faltou?
Conhecimento dos números do negócio.
O dinheiro ia entrando pela caixa e escorrendo silenciosamente por entre os dedos.
Um pouco aqui.
Outro pouco ali.
Até desaparecer.
É o stock comprado em excesso.
É a mercadoria que se estragou.
É aquele turno com três pessoas quando duas chegavam.
É um preço calculado olhando para o café da frente.
É um produto vendido aparentemente com margem, mas que nunca teve todos os seus custos contabilizados.
É o IVA que entrou na conta bancária e foi confundido com dinheiro disponível.
É o equipamento comprado porque “podia vir a dar jeito”.
É a renda demasiado elevada para o volume de negócio possível naquela localização.
É a ausência de fundo de maneio.
É o proprietário que conhece perfeitamente o saldo bancário, mas não sabe qual é o ponto de equilíbrio da empresa.
E esta última situação é muito mais comum do que deveria ser.
Quanto custa lavar uma chávena de café?
Parece uma pergunta ridícula.
Não é.
Imagina que vendes um café.
Sabes quanto custa o café utilizado.
Talvez saibas quanto custa o açúcar.
Conheces o preço da chávena.
Mas quanto custa servi-lo?
Há água.
Eletricidade.
Detergente.
Lavagem.
Tempo de trabalho.
Desgaste da máquina de lavar.
Guardanapo.
Eventual açúcar.
Quebras.
E, por detrás de tudo isto, continua a existir uma empresa que paga renda, contabilidade, seguros, telecomunicações, software, salários e dezenas de outros encargos.
Agora multiplica pequenas diferenças por centenas ou milhares de cafés, copos, pratos e refeições ao longo de um ano.
De repente, os cêntimos deixam de ser cêntimos.
Transformam-se em centenas ou milhares de euros.
É exatamente por isso que uma das ideias centrais do Do Balcão ao Lucro é ensinar a deixar de olhar apenas para aquilo que se compra e começar a perceber quanto custa realmente aquilo que se vende.
O material de apoio ao curso trabalha precisamente custos fixos, ponto de equilíbrio, custo de pessoal, fichas técnicas, preços, IVA, compras, stocks, fornecedores, atendimento, processos e controlo da operação.
39 anos de comércio condensados num curso prático
No passado dia 3 de agosto completei 39 anos de atividade profissional no comércio.
Quase quatro décadas a vender, comprar, negociar, atender clientes, cometer erros, corrigir erros, observar negócios a crescer, ver outros desaparecer e aprender uma coisa essencial:
o balcão mostra movimento; os números mostram a verdade.
O Do Balcão ao Lucro não nasceu para ser um curso académico.
Não nasceu para impressionar com palavras complicadas.
E definitivamente não nasceu para obrigar alguém que já trabalha o dia inteiro a chegar a casa e ler centenas de páginas de teoria.
As aulas são narradas.
O conteúdo é direto.
Há exemplos.
Há exercícios.
Há checklists.
Há ferramentas práticas de gestão.
Há calculadoras para transformar conceitos aparentemente complicados em números que qualquer empresário consegue compreender e utilizar. O pacote do curso está estruturado em 10 módulos, inclui aulas narradas, calculadoras interativas, exercícios e ferramentas de apoio à operação.
Gestão para quem precisa de gerir. Não para quem quer escrever uma tese sobre gestão.
O curso começa antes de abrir a porta
Uma das maiores despesas de um negócio pode acontecer antes da primeira venda.
Escolher o lugar errado.
Uma localização bonita pode ser uma péssima localização comercial.
Uma renda aparentemente suportável pode transformar-se numa âncora mensal.
Um espaço pode ter movimento durante o fim de semana e estar praticamente morto nos restantes dias.
Por isso falamos de localização, conceito, investimento inicial e fundo de maneio.
Antes de perguntar:
“Quanto vou vender?”
é preciso perguntar:
“Quanto tenho de vender para esta casa sobreviver?”
São perguntas muito diferentes.
Compras: comprar barato não significa comprar bem
Outro erro clássico.
O fornecedor apresenta uma promoção.
Compra-se mais porque fica mais barato.
A sensação é de poupança.
Mas se parte daquela mercadoria ficar parada, ocupar espaço, perder validade ou obrigar a empresa a gastar dinheiro que precisava para pagar outras despesas, talvez não tenha existido poupança nenhuma.
Stock é dinheiro transformado em produto.
Enquanto estiver numa prateleira, esse dinheiro não paga salários.
Não paga IVA.
Não paga eletricidade.
Não paga uma avaria inesperada.
É por isso que ensinamos compras, stocks mínimos e máximos, FIFO, rotação e avaliação de fornecedores.
A equipa não custa apenas o salário
Outra surpresa frequente aparece quando fazemos as contas ao custo real de um colaborador.
Salário é apenas uma parte.
Existem encargos, seguros, férias, subsídios e outros custos associados.
Mas há ainda outro custo que quase nunca aparece na contabilidade com um nome próprio:
o custo de uma equipa mal organizada.
Pessoas a mais quando não são necessárias.
Pessoas a menos quando a casa está cheia.
Horas mal distribuídas.
Falta de formação.
Erros repetidos.
Rotatividade.
Clientes que esperam demasiado.
O objetivo não é trabalhar com menos pessoas a qualquer preço.
É ter as pessoas certas, nas horas certas, com formação e processos claros.
Vender muito não significa ganhar muito
Esta frase devia estar afixada em muitos escritórios:
Faturação não é lucro.
Uma casa pode faturar bastante e estar financeiramente doente.
Pode ter dinheiro na conta e não ter dinheiro verdadeiramente disponível.
Parte pertence ao Estado através do IVA.
Outra parte está comprometida com fornecedores.
Outra vai pagar salários.
Outra paga estrutura.
Só depois de tudo isto sabemos o que realmente ficou.
É esta mudança de perspetiva que pode transformar completamente a forma como um pequeno empresário olha para a sua empresa.
HACCP sem transformar o assunto num bicho-papão
O curso aborda também HACCP, higiene e segurança alimentar.
Mas de forma prática.
Não queremos que o empresário veja o HACCP como uma pasta que se tira da gaveta quando aparece uma fiscalização.
Queremos que perceba o que aquilo significa no terreno:
temperaturas, armazenamento, limpeza, produtos identificados, prevenção de contaminações, controlo e responsabilidade.
Uma regra só tem valor quando a equipa sabe aplicá-la.
E depois há aquilo que realmente paga tudo: vender
Controlar custos é essencial.
Mas cortar custos até ao osso não cria automaticamente um grande negócio.
É preciso vender.
Atender.
Recomendar.
Fidelizar.
Fazer o cliente voltar.
No curso falamos de atendimento, experiência do cliente e upselling ético.
Upselling não é obrigar alguém a comprar.
É perceber o cliente e apresentar uma sugestão que faça sentido.
Uma sobremesa.
Uma bebida.
Um acompanhamento.
Uma opção melhor.
Pequenas melhorias no ticket médio, repetidas centenas de vezes, podem produzir resultados muito maiores do que andar desesperadamente à procura de dezenas de novos clientes.
O objetivo não é trabalhar ainda mais
Talvez esta seja a mensagem mais importante deste artigo.
O Do Balcão ao Lucro não foi criado para ensinar proprietários de cafés, bares e restaurantes a trabalhar mais.
Muitos já trabalham demasiado.
Foi criado para ajudá-los a trabalhar com informação.
A perceber os números.
A criar processos.
A tomar decisões.
A distinguir faturação de dinheiro disponível.
A conhecer os custos.
A saber quando comprar.
A perceber quando vender mais não chega.
A construir uma empresa que não dependa permanentemente do dono andar a apagar incêndios.
Porque há uma enorme diferença entre ter um estabelecimento aberto e ter um negócio rentável.
Faz agora este pequeno teste
Sem consultar o contabilista, sem abrir o programa de faturação e sem fazer contas durante meia hora, consegues responder imediatamente a estas perguntas?
Qual é o teu custo fixo mensal?
Quanto tens de faturar diariamente para atingir o ponto de equilíbrio?
Quanto custa realmente um colaborador à empresa?
Qual é a margem dos cinco produtos que mais vendes?
Quanto dinheiro tens atualmente parado em stock?
Qual é o desperdício médio mensal?
Quanto IVA tens reservado?
Quanto custa produzir e servir aquilo que vendes?
Se hesitaste em várias respostas, encontraste precisamente a razão pela qual este curso foi criado.
Não significa que tenhas um mau negócio.
Significa que existem áreas que ainda podes começar a controlar.
E aquilo que passas a conhecer deixa de conseguir esconder-se nos teus números.
Do Balcão ao Lucro
Uma boa ideia pode abrir uma porta.
O entusiasmo pode levar clientes à inauguração.
O trabalho pode manter a casa aberta durante algum tempo.
Mas a sustentabilidade exige outra coisa:
gestão.
O lucro não deve ser aquilo que esperamos encontrar no final do mês depois de pagar as contas.
O lucro tem de fazer parte do cálculo desde o princípio.
Depois de 39 anos de comércio, coloquei neste curso aquilo que gostaria que muitos empresários soubessem antes de investirem o primeiro euro.
Sem “mimimis”.
Sem linguagem para impressionar.
Sem complicar aquilo que pode ser explicado de forma simples.
A ideia é o ponto de partida.
O método é o norte.
O lucro é o destino.
👉 Conhece o curso Do Balcão ao Lucro:
https://www.arnaldomoura.com/do-balcao-ao-lucro-curso-obrigatorio-para-donos-de-bares-e-restaurantes/
Porque trabalhar muito merece mais do que conseguir pagar contas.
Merece dar lucro.
Título SEO: Do Balcão ao Lucro: o curso prático de gestão para cafés, bares e restaurantes
Meta description: Trabalhar muito não basta. Descobre como controlar custos, preços, stocks, pessoal, IVA e vendas num café, bar ou restaurante e transformar faturação em lucro.
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